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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O fim do ano letivo está chegando e com ele o aumento das mensalidades




Iniciamos as ultimas semanas de aula, iniciam as revisões de matérias para as provas finais, cálculos dos pontos necessários para fechar o semestre/ano sem exame ou a conclusão de TCC´s e monografias, o momento é de concentração para fechar bem o ano. Em meio a esses acontecimentos a Universidade se prepara para aplicar um novo reajuste das mensalidades, que segundo informações extraoficiais será de 8,1%.

Em diversas oportunidades declaramos a nossa opinião a respeito dos reajustes das mensalidades, mas não se trata somente das mensalidades, mas as mensalidades em si. A mensalidade é o grande vilão da educação, pois só acessa a Universidade quem pode banca-la, não bastasse isso todos os anos são aplicados reajustes retirando estudantes da sala de aula. E as Universidades Públicas? No Brasil existem 2.378 Instituições de Ensino Superior, 88% são privadas, são 6,3 milhões de estudantes de graduação e 74% pagam mensalidade. Em Joinville temos duas Universidades Públicas a Udesc com 2,6 mil alunos e a UFSC com 1,1 mil alunos matriculados. Porém as duas Universidades estão direcionadas para as ciências exatas, ou seja, quem reside em Joinville caso queira cursar uma graduação em outra área do conhecimento deverá mudar de cidade ou mesmo querendo cursar alguma graduação oferecida nas Universidades Públicas da região a oferta de vagas é muito baixa.

Na Univille são aproximadamente 10 mil matriculados com 33 cursos nas mais diversas áreas do conhecimento, não é uma Universidade Privada, pois foi criada por uma lei municipal que previa subvenção da Prefeitura de Joinville, mas cobra mensalidades. Basta uma leve observação dos números para concluir que a maior Universidade de Joinville que poderia suprir parte considerável da demanda por vagas no Ensino Superior Público limita as vagas a aqueles que podem pagar por elas.

Somos a favor de vagas para todos no Ensino Superior Público e Gratuito, portanto não podemos corroborar com os aumentos de mensalidades que só fazem excluir mais estudantes das salas de aula. A Administração da Universidade alega os custos e os que são menos ouvidos é quem paga a conta, os estudantes. São os menos ouvidos, pois tem somente 1 vaga no Conselho de Administração da Universidade, pois tem voto com peso inferior ao do Professor na escolha do Reitor da Universidade, mas ainda assim são os estudantes quem mantêm a Universidade. Isso nos faz refletir sobre o peso do estudante dentro da Universidade e sobre o quão importante é a organização.

Nas próximas semanas em paralelo aos nossos compromissos de salas de aula teremos o compromisso de decidir quão será nossa ação diante da proposta de reajuste que será apresentada pela Universidade, somente nossa mobilização poderá barrar o aumento. O DCE convoca todos os estudantes, faça parte desta luta.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Gestão DCE é pra lutar reeleita!


Segue o resultado do plebiscito:

Total de votos..............................389 
Votos válidos................................388 
Votos favoráveis à reeleição........348 
Votos contrários à reeleição...........40 
Votos brancos..................................0 
Votos nulos......................................1 

Mais do que agradecer, cabe agora cumprir nosso papel e mobilizar.
O fim do ano se aproxima e com ele mais um aumento de mensalidades.

Façamos como no Unipê (em João Pessoa), no ano passado, que com mobilização, organização e luta conquistou o REAJUSTE ZERO!

Confira o vídeo de agradecimento, já com o calendário de Assembleias Gerais contra o aumento:

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Universidades Comunitárias: A Educação em segundo plano



Com o assunto novamente em pauta no estado, é preciso fazer uma discussão a respeito do projeto de regulamentação das Universidades “Comunitárias”. Precisamos pontuar de forma séria o que representam as Universidades Comunitárias e qual a saída para o Ensino Superior.

A conversão de 90% das dívidas do Sistema Acafe em bolsas de estudo significa um retrocesso no sentido de transformar estas Instituições em Públicas de fato. Com isso seguimos no caminho inverso, pois ao invés de incorporar essas Instituições e ampliar as vagas no Ensino Superior Público a Câmara dos Deputados ratifica uma medida que intensifica a Educação Paga.

A Educação é direito fundamental e a sua necessidade para o desenvolvimento da sociedade é inquestionável, mas na prática os investimentos em Educação não são prioridade. A Graduação é inacessível para parte significativa da população, em especial porque não existem políticas públicas de ampliação de vagas no Ensino Superior Público, consequentemente vemos as Universidades entregues a iniciativa privada que condiciona o acesso ao pagamento das mensalidades.

Em meio à confusão entre público e privado surge uma nova modalidade de Universidade, cuja origem é pública, mas que tem o caráter privado (as mensalidades). Esse caráter privado é que determina quem poderá acessar o Ensino Superior, e é exatamente a mensalidade o maior vilão dos estudantes, é a mensalidade que permanece nas Comunitárias, ou seja, para o estudante a regulamentação das Universidades Comunitárias não significa nada, pois não exclui o principal responsável por restringir o acesso ao Ensino Superior. No livro Instituições Comunitárias: Instituições públicas não-estatais o Reitor da Univille Paulo Ivo Koehntopp diz: “Todavia, o acesso à graduação na região está atrelado ao pagamento de mensalidades, o que para um número significativo da população é inviável.” E ainda completa: “Garantir uma acessibilidade mais democrática e justa é uma preocupação constante da gestão acadêmica, que tem se traduzido nos diferentes tipos de bolsas de estudo e de financiamentos.” Ou seja, sabemos da realidade dessas Universidades em que a mensalidade é fator de exclusão, existem meios que minimizam isso, mas nem de longe resolvem o problema e ao invés de buscar meios de modificar a situação a política de Universidade é de aprofundar o método que já se provou insuficiente para atender a demanda. A grosso modo isso é tampar sol com peneira.

Para modificar essa realidade é preciso buscar uma saída, é preciso mudar a situação. Isso significa que devemos abandonar os velhos paliativos que “resolvem os problemas” superficialmente, tornando menos “dolorosa” a manutenção da sua vaga na Universidade. Para isso é preciso utilizar essas Instituições para modificar a realidade do Ensino Superior, é preciso torna-las públicas de fato. Lutar pela Federalização/Estatização das Instituições do Sistema Acafe é ampliar em 150 mil vagas o Ensino Superior Público nas mais diversas áreas do conhecimento em todo o Estado de Santa Catarina. Para que isso aconteça é preciso pressionar o Poder Público, a necessidade existe e as condições para que isso se torne realidade estão maduras.

Daison Roberto Colzani
Presidente do DCE Univille

sexta-feira, 30 de março de 2012

MONTREAL: 300 MIL PROTESTAM CONTRA AUMENTOS DE MENSALIDADES



Apesar da energia, números e vontade dos estudantes, eles não são capazes de fechar fábricas nem de parar a produção – seu impacto econômico não é muito grande. Mas o potencial está aí – a força real da sociedade saída das janelas em sinal de apoio.




Na quinta feira, dia 22, aproximadamente trezentos mil estudantes, professores e funcionários tomaram as ruas de Montreal em uma imensa e histórica manifestação. Naquele dia, 308.723 estudantes estavam unidos em uma greve que se alastrou por toda a província. Juntaram-se à marcha muitos ônibus que traziam de toda Quebec universitários e até mesmo estudantes do colegial! Sindicatos, desde metalúrgicos até enfermeiras e professores também se juntaram aos protestos, carregando suas bandeiras.

Essa foi realmente uma demonstração que uniu todos os setores da classe trabalhadora. Todos estão sob o ataque da crise econômica. Essa manifestação foi apenas uma amostra da frustração que ultrapassa em muito a indignação contra o aumento das mensalidades.

O incrível é que o governo liberal de Quebec fez de tudo para diminuir o movimento dos estudantes, passando meses declarando que os manifestantes eram minoria, além de organizar grupos de jovens colaboradores que atuavam como fura-greves nos campus. Mas com essa imensa marcha os estudantes simplesmente passaram por cima de tudo isso e demonstraram que não são uma minoria radical, mas uma força elementar. E como uma força da natureza, inundou as ruas. A multidão ficou tão imensa que um manifestante ligou para o outro desejando marcar um encontro em meio aos protestos. Logo viram que isso era impossível, pois um estava no metrô Saint Laurent e outro no Champs de Mars, a um quilometro de distância. E nenhum dos dois conseguia ver o começo ou o fim da passeata!

quinta-feira, 8 de março de 2012

DCE discute aumento das mensalidades na CVJ


 Foto:Sabrina Seibel

“Reajustes acumulados da mensalidade de 94 a 2011 somam 116% acima da inflação do período”, denunciou o presidente do Diretório Central dos Estudantes da Univille (DCE), Daison Roberto Colzani, na noite de quarta-feira (08/03) na Câmara de Vereadores Joinville. O presidente relatou que a luta contra o aumento das mensalidades ainda não terminou e o DCE continuará brigando contra essa prática.

O líder estudantil também falou sobre o método utilizado para o reajuste das mensalidades e a falta de diálogo por parte da Universidade. Segundo ele, “não basta baixar as mensalidades é preciso outro modelo de Universidade, pautado na Gratuidade do Ensino como forma de garantir a permanência dos estudantes”.

A Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) irá convocar uma reunião conjunta das Comissões de Finanças e Educação com a Univille e o DCE para analisar os motivos dos reajustes e questionar a forma como vem sendo aplicado.

O presidente finalizou convocando toda comunidade para a luta contra o aumento da mensalidade e pela federalização da Univille.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A luta continua!


Manifestação contra o aumento das mensalidades em 2011. Foto: Elaine Cristine.

Começa o ano letivo e a luta dos estudantes contra o aumento das mensalidades retorna a todo vapor.

Não dá pra fingir que nada aconteceu no ano passado. Sua mensalidade está mais cara e não é por acaso!

No fim do ano passado o Conselho de Administração da Univille aumentou, a portas fechadas, o valor das mensalidades em 9,87%. Reajuste este que é injustificável!

A Univille tem o péssimo hábito de reajustar as mensalidades acima do índice da inflação. De acordo com dados do DIEESE, “entre julho de 1994 e agosto de 2002, a Univille aumentou em 241,53% os valores das mensalidades. No mesmo período a inflação acumulada foi de 124,78%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)." Isso equivale a 116,75% acima da inflação!

Além disso, segundo os próprios dados da Universidade, de lá pra cá as mensalidades aumentaram mais de 90%. Não existe aumento salarial que cubra isso!

A Univille é uma Fundação, e, embora tenha adquirido caráter privado nos últimos anos, tem direito a verbas públicas e não tem fins lucrativos. Então pra onde vai nosso dinheiro?

São essas algumas das questões que serão levantadas na palavra-livre, no dia 07/03 (quarta-feira), às 17 horas, na Câmara de Vereadores de Joinville.

Compareça! Acompanhe as atividades do seu sindicato.

O DCE é pra lutar!

domingo, 4 de março de 2012

Bem vindos à Univille, bem vindos à Luta


Bem vindos Estudantes! As aulas retornaram e com elas retomamos nossas lutas. Este ano, diferente dos anteriores, os estudantes podem contar com o Diretório Central dos Estudantes (DCE).

O ano mudou, mas a situação em nossa universidade pouco modificou e ainda continuamos muito longe do que é apresentada nos comerciais. Passar no vestibular foi só a primeira etapa para acessar o ensino superior, agora a mensalidade se torna o segundo e o mais difícil obstáculo do estudante universitário.

Nossa universidade atualmente recebe verba pública, mas cobra mensalidade, não é pública nem privada. Há cerca de 10 anos existe o movimento que luta por sua federalização. O movimento vivenciou momentos importantes como em 2004, em que nós da gestão “DCE é pra lutar!” o liderávamos.

Ano passado a luta foi retomada, com a formação do Comitê pró-federalização, composto pela Administração da Univille, UFSC, Câmara de Vereadores de Joinville, DCE da Univille e várias outras entidades. A atividade demonstrou que as condições são favoráveis para alcançarmos esta reivindicação.

Por isso, precisamos de uma entidade de luta que conscientize, organize e mobilize os estudantes na luta pelos seus direitos. Esse é o nosso papel, como direção do DCE e contamos com vocês para que possamos unidos:


• Lutar pela Federalização da Univille;

• Lutar pela garantia de permanência dos estudantes na universidade, contra o aumento das mensalidades;

• Lutar pela ampliação da estrutura - livros na biblioteca;

• Organizar os CAs em todos os cursos;

• Estar em contato permanente com as lutas nacionais dos estudantes;

• Lutar pelo passe-livre estudantil e por uma empresa pública de transporte;

• Conscientizar os estudantes da necessidade de construirmos outra sociedade, uma sociedade socialista.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DCE pede Audiência Pública à Câmara de Vereadores para discutir o Aumento das Mensalidades

Na tarde de ontem o DCE protocolou um ofício na Câmara de Vereadores de Joinville pedindo a "Palavra Livre" e uma "Audiência Pública" para o início do ano letivo de 2012. O objetivo do pedido é ampliar a discussão sobre o problema dos aumentos de mensalidades na Univille para toda a comunidade joinvilense.

Segue abaixo o teor do ofício:

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aumento de mensalidades na imprensa

Pequenas correções à legenda da foto:

1 - O aumento das mensalidades foi de 9,87%;

2 - O DCE tem lugar no Conselho, entretanto, embora represente mais de 8 mil estudantes, é somente um voto. O que queríamos na verdade é que o Conselho de Administração tomasse a decisão sobre o aumento de mensalidades em reunião aberta com os estudantes, e não a portas fechadas, o que não ocorreu.

Agradecemos o espaço.

Aumento de mensalidades na imprensa 3

Cerca de 250 estudantes da Univille protestaram às portas da reitoria, durante a reunião do Conselho Administrativo, contra o aumento das mensalidades na universidade em 2012. Eles queriam uma reunião aberta, que foi negada pela instituição.

“É um jogo de cartas marcadas”, afirmou o presidente Daison Roberto Colzani. “O conselho só homologou a posição da administração da Universidade. Não discute os argumentos”. O DCE de Joinville e o de São Bento do Sul tem direito a uma representante cada no Conselho.

O presidente da entidade estudantil pensa justamente o contrário sobre o argumento da universidade de que se não aumentar a mensalidade, os cursos se tornam inviáveis: “Se aumentar é que inviabiliza, porque teremos menos estudantes”.

Para Daison, o ato foi prejudicado por ocorrer na semana de provas. Segundo ele, cerca de 500 estudantes passaram pela manifestação, mas como alguns tinham prova no primeiro período e outros no segundo, o pessoal ficou dividido. A concentração máxima, segundo ele, foi de 250 alunos.

O ato contra o aumento contou com participação dos centros acadêmicos, Design, Medicina, História e da União Catarinense dos Estudantes (UCE). Os estudantes irão organizar a partir de sábado panfletagens pelo campus e atos para mobilizar a sociedade.

O texto foi copiado na íntegra. Fonte: (http://www.portaljoinville.com.br/v3/?call=noticias.view&id=20163)