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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Manifestações estudantis no Canadá


“Minha perspectiva é que, a menos que os trabalhadores se unam a nós, a luta perderá força. Já vimos sinais disso”- afirma estudante canadense sobre as mobilizações estudantis

Estudante de Jornalismo Brian lapuz
As mobilizações estudantis contra o aumento das taxas de matrícula nas universidades, em Quebec, província do Canadá já duram mais de três meses. O governo tem repremido o movimento se negando em atender a reivindicação dos estudantes de não aumento das taxas. Mais de 3000 pessoas foram presas durante os protestos. A última atitude repressiva do governo foi aprovar um projeto de lei que proíbe manifestações sem autorização, à lei 78.

O jornal Luta de classes entrevistou o estudante da Concordia University, Brian Lapuz. Ele tem 21 anos e está no segundo ano do curso de jornalismo. Lapuz é militante da seção canadense da Corrente Marxista Internacional e participa da organização Socialist Fightback Student Association, em seu campus.

Os protestos começaram de que maneira? Poderia falar um pouco sobre como iniciaram?

As taxas universitárias de Quebec permaneceram congeladas durante muitas décadas. Essa foi uma vitória dos movimentos passados. Em 2007, o governo decidiu aumentar as taxas de matrícula para 500 dólares até 2012. Houve uma greve, mas foi breve, não ganhou impulso porque as organizações estudantis não estavam unidas. Então, em 2010, o governo provincial falou sobre o aumento das taxas novamente. Poucos protestos foram realizados. Em março de 2011, o governo anunciou que o aumento seria de R $ 1625 até 2017. Organizações estudantis em massa prometeram um ano de mobilizações. Rumores de uma greve geral ilimitada para o inverno já estavam circulando para os próximos meses.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Manifestação: A educação que queremos



O Diretório Central dos Estudantes da Univille (DCE) convida os estudantes e trabalhadores para a manifestação “A Educação Que Queremos” que acontecerá às 10h desta quarta-feira (22). A mobilização acontece em todo o estado e em Joinville ocorrerá na Praça da Bandeira.

O  ato servirá para mostrar o descaso com a Educação em todos os níveis. Primeiramente haverá  um momento de introdução e apresentação das entidades, os presentes poderão apresentar sua manifestação através de um púlpito que estará no local. Após a concentração ainda há a previsão de uma marcha pelo Centro da cidade e manifestações lúdicas para chamar a atenção da população e do poder público.


Vamos reivindicar uma educação pública e gratuita para todos. Exigir o fim dos aumentos das mensalidades e cobrar a federalização da Univille e de todo o sistema Acafe. Participe!

Reivindicamos ainda:

- Educação pública de qualidade; 
- Mais verbas para a educação; 
- Contra o aumento das mensalidades; 
- Organização estudantil; 
- Acesso à educação da creche à universidade para todos; 
- Passe-livre estudantil; 
- Empresa pública de transporte;

Organizam a atividade: DCE do Ielusc, o DCE da Univille, o Diretório Acadêmico Nove de Março da Udesc (DANMA), a União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes), o Centro Acadêmico de Sistemas de Informação do Instituto Federal de Araquari, a União Catarinense dos Estudantes (UCE), União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

O DCE é pra Lutar!

sexta-feira, 30 de março de 2012

MONTREAL: 300 MIL PROTESTAM CONTRA AUMENTOS DE MENSALIDADES



Apesar da energia, números e vontade dos estudantes, eles não são capazes de fechar fábricas nem de parar a produção – seu impacto econômico não é muito grande. Mas o potencial está aí – a força real da sociedade saída das janelas em sinal de apoio.




Na quinta feira, dia 22, aproximadamente trezentos mil estudantes, professores e funcionários tomaram as ruas de Montreal em uma imensa e histórica manifestação. Naquele dia, 308.723 estudantes estavam unidos em uma greve que se alastrou por toda a província. Juntaram-se à marcha muitos ônibus que traziam de toda Quebec universitários e até mesmo estudantes do colegial! Sindicatos, desde metalúrgicos até enfermeiras e professores também se juntaram aos protestos, carregando suas bandeiras.

Essa foi realmente uma demonstração que uniu todos os setores da classe trabalhadora. Todos estão sob o ataque da crise econômica. Essa manifestação foi apenas uma amostra da frustração que ultrapassa em muito a indignação contra o aumento das mensalidades.

O incrível é que o governo liberal de Quebec fez de tudo para diminuir o movimento dos estudantes, passando meses declarando que os manifestantes eram minoria, além de organizar grupos de jovens colaboradores que atuavam como fura-greves nos campus. Mas com essa imensa marcha os estudantes simplesmente passaram por cima de tudo isso e demonstraram que não são uma minoria radical, mas uma força elementar. E como uma força da natureza, inundou as ruas. A multidão ficou tão imensa que um manifestante ligou para o outro desejando marcar um encontro em meio aos protestos. Logo viram que isso era impossível, pois um estava no metrô Saint Laurent e outro no Champs de Mars, a um quilometro de distância. E nenhum dos dois conseguia ver o começo ou o fim da passeata!