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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Universidades Comunitárias: A Educação em segundo plano



Com o assunto novamente em pauta no estado, é preciso fazer uma discussão a respeito do projeto de regulamentação das Universidades “Comunitárias”. Precisamos pontuar de forma séria o que representam as Universidades Comunitárias e qual a saída para o Ensino Superior.

A conversão de 90% das dívidas do Sistema Acafe em bolsas de estudo significa um retrocesso no sentido de transformar estas Instituições em Públicas de fato. Com isso seguimos no caminho inverso, pois ao invés de incorporar essas Instituições e ampliar as vagas no Ensino Superior Público a Câmara dos Deputados ratifica uma medida que intensifica a Educação Paga.

A Educação é direito fundamental e a sua necessidade para o desenvolvimento da sociedade é inquestionável, mas na prática os investimentos em Educação não são prioridade. A Graduação é inacessível para parte significativa da população, em especial porque não existem políticas públicas de ampliação de vagas no Ensino Superior Público, consequentemente vemos as Universidades entregues a iniciativa privada que condiciona o acesso ao pagamento das mensalidades.

Em meio à confusão entre público e privado surge uma nova modalidade de Universidade, cuja origem é pública, mas que tem o caráter privado (as mensalidades). Esse caráter privado é que determina quem poderá acessar o Ensino Superior, e é exatamente a mensalidade o maior vilão dos estudantes, é a mensalidade que permanece nas Comunitárias, ou seja, para o estudante a regulamentação das Universidades Comunitárias não significa nada, pois não exclui o principal responsável por restringir o acesso ao Ensino Superior. No livro Instituições Comunitárias: Instituições públicas não-estatais o Reitor da Univille Paulo Ivo Koehntopp diz: “Todavia, o acesso à graduação na região está atrelado ao pagamento de mensalidades, o que para um número significativo da população é inviável.” E ainda completa: “Garantir uma acessibilidade mais democrática e justa é uma preocupação constante da gestão acadêmica, que tem se traduzido nos diferentes tipos de bolsas de estudo e de financiamentos.” Ou seja, sabemos da realidade dessas Universidades em que a mensalidade é fator de exclusão, existem meios que minimizam isso, mas nem de longe resolvem o problema e ao invés de buscar meios de modificar a situação a política de Universidade é de aprofundar o método que já se provou insuficiente para atender a demanda. A grosso modo isso é tampar sol com peneira.

Para modificar essa realidade é preciso buscar uma saída, é preciso mudar a situação. Isso significa que devemos abandonar os velhos paliativos que “resolvem os problemas” superficialmente, tornando menos “dolorosa” a manutenção da sua vaga na Universidade. Para isso é preciso utilizar essas Instituições para modificar a realidade do Ensino Superior, é preciso torna-las públicas de fato. Lutar pela Federalização/Estatização das Instituições do Sistema Acafe é ampliar em 150 mil vagas o Ensino Superior Público nas mais diversas áreas do conhecimento em todo o Estado de Santa Catarina. Para que isso aconteça é preciso pressionar o Poder Público, a necessidade existe e as condições para que isso se torne realidade estão maduras.

Daison Roberto Colzani
Presidente do DCE Univille

quinta-feira, 8 de março de 2012

DCE discute aumento das mensalidades na CVJ


 Foto:Sabrina Seibel

“Reajustes acumulados da mensalidade de 94 a 2011 somam 116% acima da inflação do período”, denunciou o presidente do Diretório Central dos Estudantes da Univille (DCE), Daison Roberto Colzani, na noite de quarta-feira (08/03) na Câmara de Vereadores Joinville. O presidente relatou que a luta contra o aumento das mensalidades ainda não terminou e o DCE continuará brigando contra essa prática.

O líder estudantil também falou sobre o método utilizado para o reajuste das mensalidades e a falta de diálogo por parte da Universidade. Segundo ele, “não basta baixar as mensalidades é preciso outro modelo de Universidade, pautado na Gratuidade do Ensino como forma de garantir a permanência dos estudantes”.

A Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) irá convocar uma reunião conjunta das Comissões de Finanças e Educação com a Univille e o DCE para analisar os motivos dos reajustes e questionar a forma como vem sendo aplicado.

O presidente finalizou convocando toda comunidade para a luta contra o aumento da mensalidade e pela federalização da Univille.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DCE pede Audiência Pública à Câmara de Vereadores para discutir o Aumento das Mensalidades

Na tarde de ontem o DCE protocolou um ofício na Câmara de Vereadores de Joinville pedindo a "Palavra Livre" e uma "Audiência Pública" para o início do ano letivo de 2012. O objetivo do pedido é ampliar a discussão sobre o problema dos aumentos de mensalidades na Univille para toda a comunidade joinvilense.

Segue abaixo o teor do ofício:

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aumento de mensalidades na imprensa

Pequenas correções à legenda da foto:

1 - O aumento das mensalidades foi de 9,87%;

2 - O DCE tem lugar no Conselho, entretanto, embora represente mais de 8 mil estudantes, é somente um voto. O que queríamos na verdade é que o Conselho de Administração tomasse a decisão sobre o aumento de mensalidades em reunião aberta com os estudantes, e não a portas fechadas, o que não ocorreu.

Agradecemos o espaço.

Aumento de mensalidades na imprensa 3

Cerca de 250 estudantes da Univille protestaram às portas da reitoria, durante a reunião do Conselho Administrativo, contra o aumento das mensalidades na universidade em 2012. Eles queriam uma reunião aberta, que foi negada pela instituição.

“É um jogo de cartas marcadas”, afirmou o presidente Daison Roberto Colzani. “O conselho só homologou a posição da administração da Universidade. Não discute os argumentos”. O DCE de Joinville e o de São Bento do Sul tem direito a uma representante cada no Conselho.

O presidente da entidade estudantil pensa justamente o contrário sobre o argumento da universidade de que se não aumentar a mensalidade, os cursos se tornam inviáveis: “Se aumentar é que inviabiliza, porque teremos menos estudantes”.

Para Daison, o ato foi prejudicado por ocorrer na semana de provas. Segundo ele, cerca de 500 estudantes passaram pela manifestação, mas como alguns tinham prova no primeiro período e outros no segundo, o pessoal ficou dividido. A concentração máxima, segundo ele, foi de 250 alunos.

O ato contra o aumento contou com participação dos centros acadêmicos, Design, Medicina, História e da União Catarinense dos Estudantes (UCE). Os estudantes irão organizar a partir de sábado panfletagens pelo campus e atos para mobilizar a sociedade.

O texto foi copiado na íntegra. Fonte: (http://www.portaljoinville.com.br/v3/?call=noticias.view&id=20163)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nota de apoio do CDH à luta contra os aumentos de mensalidades na Univille

Aumento de mensalidades na imprensa 2

Nota no jornal Notícias do Dia de hoje, contribuição de um estudante da Univille.

Agradecemos o apoio! Firmes na luta!

Todos no ato!


Aumento de mensalidades na imprensa

Aprovada Moção contra o aumento das mensalidades na Câmara de Vereadores de Joinville

Foi aprovada na última terça-feira (22/11), na Câmara de Vereadores de Joinville, uma moção contra o reajuste de mensalidades na Univille.

Além disto, a moção apela ao Executivo Municipal pelo imediato repasse das verbas da Prefeitura à Univille e pela transformação do caráter da Univille de direito privado para direito Público, de modo que a luta pela Federalização possa ser fortalecida e não haja entrave para que as verbas do Município sejam repassadas à instituição.

A moção é de iniciativa do vereador Adilson Mariano (PT).